quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Centrais do Cidadão suspendem atendimento​ nesta sexta e sábado

A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (SEJUC), por meio da Coordenadoria de Atendimento ao Cidadão (CODACI), informa à população que as Centrais do Cidadão estarão com seus serviços suspensos nesta sexta-feira (28) e sábado (29) devido ao feriado do Dia do Servidor, comemorado no dia 28 de outubro. O atendimento será retomado na segunda-feira (31).

As Centrais contam atualmente com 22 unidades e atuam em 18 municípios, sendo 17 no interior e cinco na Capital. Mais informações no site da SEJUC, www.sejuc.rn.gov.br

Fonte: Ascom/Sejuc

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Carta de Brasília alinha diretrizes para prevenir acidentes de trabalho

Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
21/10/2011

Divulgada ao fim do Seminário de Prevenção de Acidentes do Trabalho realizado ontem e hoje (20 e 21) pelo Tribunal Superior do Trabalho, a Carta de Brasília, assinada pelo participantes, propõe uma tomada de posição que envolva Estado, empresas, trabalhadores e a sociedade em geral para atacar de forma eficiente o grave problema dos acidentes de trabalho no País.

Ao longo dos dois dias do Seminário, especialistas de diversos campos do conhecimento expuseram seus pontos de vista, consolidados na Carta, que prega a necessidade de instituição de políticas públicas “realistas e eficazes” para solucionar um problema que “atinge diretamente a dignidade da pessoa humana”.
Leia, abaixo, a íntegra do documento:

CARTA DE BRASÍLIA SOBRE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO

Os participantes do Seminário de Prevenção de Acidentes de Trabalho, organizado e promovido pelo Tribunal Superior do Trabalho, no período de 20 a 21 de outubro de 2011, vêm a público para:

1. expressar perplexidade e preocupação com o número acentuado e crescente de acidentes e doenças relacionados ao trabalho no País, que atinge diretamente a dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos da República;

2. alertar as empresas de que acidentes de trabalho são previsíveis e, por isso, evitáveis, razão pela qual prevenção e gestão de riscos constituem investimento, enquanto reparação de danos implica prejuízo;

3. recordar que é dever do empregador cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho (CLT, art. 157), obrigação do empregado colaborar no seu cumprimento (CLT, art. 158), e atribuição do Estado promover a respectiva fiscalização (CLT, art. 156), de modo a construir-se uma cultura de prevenção de acidentes;

4. afirmar que um ambiente de trabalho seguro e saudável deve ter primazia sobre o recebimento de adicionais compensatórios pelas condições desfavoráveis;

5. registrar que o avanço do Direito Ambiental deve alcançar os locais de trabalho, para assegurar aos trabalhadores um meio ambiente seguro, saudável e ecologicamente equilibrado;

6. exigir o fiel cumprimento do art. 14 da Convenção 155 da OIT, em vigor no Brasil desde 1993, segundo o qual questões de segurança, higiene e meio ambiente do trabalho devem ser inseridas em todos os níveis de ensino e de treinamento, incluídos aqueles do ensino superior técnico e profissional, com o objetivo de satisfazer as necessidades de treinamento de todos os trabalhadores;

7. conclamar pela ratificação urgente da Convenção 187 da Organização Internacional do Trabalho – OIT, sobre o Marco Promocional da Segurança e Saúde no Trabalho;

8. encarecer aos poderes constituídos a implementação, com urgência, de política nacional sobre segurança, saúde e meio ambiente do trabalho;

9. proclamar a necessidade de maiores investimentos na produção e difusão de conhecimento sobre Segurança e Saúde no Trabalho e Meio Ambiente, bem como de uniformidade e maior presteza na divulgação das estatísticas oficiais relativas aos acidentes de trabalho no País, a fim de auxiliar a implementação de políticas públicas realistas e eficazes;

10. convocar toda a sociedade para uma mobilização e conjugação de esforços na busca de medidas concretas para reduzir ao mínimo possível os acidentes e doenças relacionados ao trabalho, com os quais todos perdem.

Brasília, 21 de outubro de 2011.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social do Tribunal Superior do Trabalho
imprensa@tst.jus.br
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

CODACI realiza mais uma Ação Cidadania



Ação Cidadania em Florania realizada no último sábado foi uma solicitação do vereador Toni Junior

Uma equipe da coordenadoria de atendimento ao cidadão [CODACI – SEJUC], estiveram durante todo o último [sábado, 15] em Florânia realizando a Ação Cidadania solicitada pelo vereador Toni Junior. O evento aconteceu na Associação Comunitária de Florânia no bairro Rainha do Prado.

Durante a Ação, foram realizados 579 atendimentos divididos em: Fotografias 158, CTPS – Carteira de Trabalho 56, Xerox 56, CPF 136, plastificação 173.

“A Ação Cidadania foi um verdadeiro sucesso, nós já estamos planejando outra, para beneficiar um maior número de serviços à população. Florânia agradece pela atenção dada a cidade pelos companheiros da CODACI”, do vereador Toni Junior.

Além do vereador, também estiveram presente as lideranças políticas do município como Jessica Botelho, presidente do PMN local, Penha lider comunitária e o pré-candidato a vereador pelo PDT. Além é claro, dos funcionários da SEJUC, responsável pelo sucesso do evento.

Fonte: Blog Francisco Gomes

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Seminário de Prevenção de Acidentes de Trabalho

O Tribunal Superior do Trabalho, engajado no compromisso institucional manifestado perante a sociedade brasileira por intermédio do Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, promoverá, nos dias 20 e 21 de outubro de 2011, Seminário de Prevenção de Acidentes de Trabalho.

O Seminário tem como objetivo ampliar o debate acerca desse grave flagelo social, bem como difundir o conhecimento especializado a respeito das causas, consequências e medidas preventivas concretas, a fim de subsidiar a implementação de uma política pública permanente voltada à promoção da saúde e da segurança no trabalho.

Ciente dos desafios que envolvem a consecução desse propósito, a complexidade da matéria e o inafastável caráter interdisciplinar que a caracteriza, o presente Seminário conta com programação cuidadosamente elaborada, a reunir os principais estudiosos do tema nas suas várias vertentes, entre médicos, economistas, engenheiros, juristas especializados e representantes de instituições públicas e privadas.

A causalidade dos acidentes, as suas múltiplas repercussões, a gestão de risco nas organizações, as tutelas judiciais de prevenção, a atuação das instituições públicas, além de experiências e políticas de sucesso, estão entre os temas que desfilarão nesses dois dias de debates e, sobretudo, de construção de ações efetivas de prevenção.

O Seminário de Prevenção de Acidentes de Trabalho será realizado no Tribunal Superior do Trabalho Setor de Administração Federal Sul (SAFS) - Quadra 8 - Lote 1 - Brasília - Distrito Federal.


Fonte:Tribinal Superior do Trabalho

sábado, 15 de outubro de 2011

7 competências que o mercado busca nos profissionais

Quais são as características que um profissional precisa ter, além, é claro, daquelas específicas de cada ramo de atuação? Victor Martínez, especialista em treinamentos comportamentais e projetos de RH e CEO da Thomas Brasil, empresa especializada em gestão de pessoas, listou sete talentos que as empresas buscam nos profissionais. Veja abaixo:

1. Autogerenciamento - É a capacidade de motivação, disciplina e auto-avaliação do indivíduo. Trata-se do profissional capaz de realizar projetos, buscar soluções e identificar formas de implementar as soluções.

2. Comunicação múltipla - Segundo Martínez, o mundo é uma aldeia global, por isso, a capacidade de se comunicar de modo realmente eficaz em inglês deve ser prioridade em determinadas áreas. "Há outras formas de comunicação que devem ser exploradas, como por exemplo, a informática, os blogs, a intranet, os processos e sistemas de informação e transmissão de dados."

3. Negociação - Reflita sobre sua capacidade de negociação e dê atenção especial às suas habilidades nesse campo. Apresente suas ideias de forma clara e convincente e argumente de forma positiva, franca e objetiva.

4. Adaptabilidade - "Mudança é uma das duas grandes certezas da vida", diz Martínez. Por isso o profissional do futuro deve procurar prevê-las e antecipar-se a elas.

5. Educação contínua - Novidades tecnológicas, descobertas, novos processos mais eficazes aparecem a cada momento. Por isso, é fundamental a busca continua por aprimoramento.

6. Domínio da tecnologia - Como já dizia Ayrton Senna, tecnologia faz diferença. Use e fomente a tecnologia de ponta sempre que possível ou quando houver necessidade. Para evoluir nesse quesito, decrete sua própria obsolescência e parta para patamares mais altos de tecnologia.

7. Foco nos resultados - São os resultados que interessam, mas lembre-se que a ética deve ser respeitada. Na busca pelos resultados, as pessoas também são avaliadas por suas ações. Vale refletir e analisar o que você busca e o que agregará valor em termos de custos/esforço. Concentre-se nisso.

Fonte: Administradores.com

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Quer mais felicidade no trabalho? Decida-se por ela

Por Ricardo Piovan,

Um grupo de psicólogos estudou a relação entre atitude e felicidade em crianças. Os pesquisadores levaram duas crianças ao laboratório para serem observadas. Um delas foi descrita como contente, solta, positiva. O outro garoto foi descrito como negativo, mal adaptado e infeliz.

Os cientistas começaram o experimento colocando a criança de atitude negativa num quarto repleto de brinquedos conhecidos. O garoto brincou um pouquinho com cada brinquedo e depois de quinze minutos estava entediado e disse: "Esses brinquedos são chatos. Não dá para arrumar uns brinquedos melhores para mim?".

Então os pesquisadores colocaram o menino positivo numa sala onde havia um balde de esterco. Do outro lado, do espelho monofásico, os cientistas observaram a reação daquela criança: "Ei, cara! Deve ter um pônei aqui perto".

Felicidade é uma questão de como você vê a realidade a sua volta. Algumas pessoas aprenderam a ver o mundo de forma positiva, acreditando em escolhas que geram mudanças. Outras já aprenderam a ver o mundo sem solução e não entram em ação para resolver aquilo que precisa ser resolvido.

Algumas sugestões de como ver a empresa de forma diferente:

- Está infeliz com o seu salário? Ao invés de reclamar pelos cantos da empresa, que tal você ter uma conversa adulta com o seu líder e perguntar o que você precisa fazer, ou mudar, para receber um aumento daqui a seis meses.

- Está infeliz com o volume de trabalho sem tempo para sua vida pessoal? Simples, leia três livros sobre administração do tempo e produtividade e coloque as orientações em prática. Saiba que você terá que fazer coisas diferentes para ter resultados diferentes.

- Está infeliz com os resultados das suas vendas? Enquanto você reclama que o mercado não está comprando, tenho certeza que tem vendedores vendendo muito. Observe o que estas pessoas fazem diferente daquilo que você faz no dia a dia, talvez a solução esteja por aí.

- Está infeliz com a sua equipe, pois ela não é tão produtiva o quanto você esperava? Estude sobre liderança e influência. Provavelmente, você precisa aprimorar-se nestes quesitos. Talvez você esteja agindo como um chefe e não como um líder.

Veja os seus problemas e dificuldades de forma diferente, pois as pressões e adversidades da vida se dissipam à medida que entramos em ação para resolvê-las.

A infelicidade acontece quando entramos num processo de letargia, isto é, não agindo para resolver o que tem que ser resolvido.

Portanto, se quer mais felicidade na sua vida profissional: decida e entre em ação.


Fonte: www.administradores.com.br

Assédio Moral - o Fantasma no Ambiente de Trabalho

Nesta entrevista a Dra. Margarida Barreto, médica ginecologista e
do Trabalho, pesquisadora do Núcleo de Estudos Psicossociais de
Exclusão e Inclusão Social (Nexin PUC/São Paulo), explica o que é
assédio moral e como o trabalhador deve procurar ajuda e alerta: "
Quem é humilhado sistematicamente, pode sair das ideações suicidas
e agir, rumo a morte, tirando a própria vida, por não suportar o
sofrimento”.

Diesat: O que é assédio moral?

Dra. Margarida Barreto: Assediar alguém significa estabelecer um
cerco e não dá trégua ao outro, humilhando, inferiorizando e
desqualificando-o de forma sistemática e repetitiva. São ataques
verbais e gestuais, perseguições e ameaças veladas ou explicitas;
fofocas e maledicências que ao longo do tempo, vão desestabiliza
emocionalmente e devasta a vida do outro.

Para a UNIÃO EUROPEIA o assédio moral é um comportamento negativo
entre colegas ou entre superiores e inferiores hierárquicos, em que a
vitima é objeto de ataque sistemático por longo tempo, de modo
direto ou indireto, contra uma ou mais pessoas.

Já a Organização Internacional do Trabalho considera-o todas as
vezes em que uma pessoa se comporta para rebaixar o outro, através de
meios vingativos, cruéis, maliciosos ou humilhantes contra uma pessoa
ou um grupo de trabalhadores. São criticas repetitivas e
desqualificações, isolando-o do contato com o grupo e difundindo
falsas informações sobre ele.

Qualquer que seja o conceito usado, no assédio há sempre um núcleo
ou matriz que encontramos em todos os países, mostrando que estamos
ante uma tortura psicológica nas relações interpessoais no local de
trabalho, o que nos leva a considerá-la como um problema de saúde
publica. Nesta matriz, encontramos algumas táticas que se repetem:
isolar, ignorar, desqualificar, desmoralizar, desestabilizar, degradar
as condições de trabalho e forçar a pedir demissão ou desistir do
emprego, do projeto, da empresa. Resumiríamos, afirmando que em todos
os casos de assédio moral encontramos:
Repetitividade e persistência da ação
Intencionalidade
Temporalidade e direcionalidade
Degradação das condições de trabalho
Os efeitos são devastadores a vida (físico/psicológico) das
pessoas que são humilhadas e sofrem agressões verbais e outros atos
de constrangimento, quer no âmbito publico ou privado (a portas
fechadas). Aqui, a diferençaestá na relação de poder estabelecida,
que pode ser assimétrica ou simétrica com atos de violência
explícitos ou sutis.
D: De que forma o trabalhador é assediado no ambiente de trabalho?

M.B: Leymann, o primeiro estudioso do tema, a pratica do assédio
moral envolve mais de 40 atos que fazem parte de um processo que
ocorre ao longo do tempo, por um período de seis meses. Para ele,
existe o assédio moral quando há uma relação assimétrica de poder
e este, pode ser em conseqüência de uma experiência maior ou mesmo,
uma maior proximidade com a alta hierarquia. Deste modo, ele catalogou
quatro grandes grupos de ações: ações contra a dignidade; ações
contra o exercício do trabalho; manipulação da comunicação e
ações de iniqüidade.

Como exemplo de ações muito comuns aqui em nosso país, citaria:
isolar dos colegas e ignorar sua presença; dar instruções confusas,
sobrecarregar trabalho, bloquear o andamento do trabalho, criticar em
publico, constrangendo-o ou desqualificando-o; impor horários
injustificados; caluniar; disseminar fofocas e maledicências;
transferir de setor sem conhecimento prévio; proibir colegas de
conversar, almoçar entre tantos outros atos, contanto que reforce o
lema. “Não falte para não perceberem que você não faz falta”,
passando a idéia que o trabalhador é um inútil, ou que faz é tão
pouco que não tem valor para a Empresa.

D: Quando começaram as discussões sobre o problema?

M.B.: Na Europa, o tema foi bastante discutido por Leymann e
posteriormente, Marie France Hirigoyen. Aqui no Brasil, começamos a
ouvir atentamente os trabalhadores que eram humilhados em seu local de
trabalho desde o inicio a partir de 1993. Sabíamos que humilhar o
outro não era novo. Mas, os relatos que nos chegavam, eram
freqüentes. O fato é que a intensificação das humilhações no
trabalho coincide com as mudanças que ocorreram na forma de organizar
o trabalho e nas políticas de gestão, nestes últimos 30 anos. Mudou
o discurso e novos rótulos surgiram para velhas questões. Por
exemplo, ser flexível passou a apontar um novo horizonte de
expectativas no qual o trabalhador agora denominado de
“colaborador”, deverá estar sempre motivado, ser dinâmico e
comunicativo, aberto para os novos desafios, ter capacidade para
trabalhar em grupo, ser criativo e competitivo como forma de ascender
no mundo do trabalho e em especial ser dedicado a empresa e
seutrabalho. O discurso é sedutor, pois a flexibilidade deve ser
aceita e internalizada por todos; é uma forma de compensar a
insegurança que passo aparecer a partir das demissões massivas e
reestruturações constantes. Cada um deve suportar o novo desafio, a
nova sobrecarga e mostrar que é capaz de se ajustar aos novos tempos.
Com poucas pessoas executando mais tarefas, sob intensa pressão para
produzir, não precisamos refletir muito para constatar as
consequencias que isso traria no tempo: novas doenças e mais
demissões. Fomos percebendo que as humilhações neste contexto, era
algo que fazia parte da micropolitica de controle empresarial e que se
manifestava na corrente dos gestos cotidianos. Estávamos diante de
uma ferramenta de controle dos gestos, da voz, dos pensamentos e
emoções. Assim, devemos avaliar as novas doenças, os novos riscos
emergentes em associação as mudanças no mundo do trabalho e que
foram profundas. Ressalto também que a reestruturaç� �o produtiva
veio acompanhada de desregulamentações das relações de trabalho,
de flexibilização dos direitos, da adoção de novas políticas de
gestão quer por injuria ou pelo medo, de controle rígido e
disciplinar dos trabalhadores, da colonização do imaginário, quer
por política de punição aos que não alcançaram as metas ou por
premiação dos “bons” na capacidade de ultrapassá-las e dá
produção. É um ambiente propicio para instaurar o conflito entre
colegas e a competitividade, passa a ser a regra. Sabemos que as
empresas estão mais preocupadas em aumentar seus lucros com poucos
gastos que com a saúde dos seus trabalhadores. O que importa é
faturar cada vez mais e o trabalhador que adoece vira peça
descartável e que deve ser trocada. Então ser flexível para o
capital, é ser capaz de se adaptar, em reagir ao invés de agir; em
aceitar ao invés de resistir e lutar. Porque afirmo isso? Quando o
trabalhador adoece, envelhece ou questiona pra ticas ilícitas ou não
se submete as normas que lhes são impostas, perde o valor e torna-se
uma “persona non grata”, o que o obriga, freqüentemente, a deixar
a empresa. O valor do trabalhador está em ser guerreiro 24 horas,
não adoecer, não ter família, não ter preocupações e
preferencialmente, que todo o seu pensamento e emoções, estejam
direcionados ao bem estar da empresa. Logo, todo assédio tem como
intencionalidade forçar o outro a desistir do emprego, pedindo a
demissão ou mesmo desistindo de um projeto ou mudando de setor, de
Estado.

D: Existe uma categoria que apresente mais denuncias relacionadas a
assédio moral?

M.B.: Hoje, é difícil você dizer qual a categoria que não tem
assédio moral nas relações de trabalho. Isso porque o assedio tem
como causalidade a organização do trabalho e uma cultura
organizacional que mantem e reproduz a “voz” da organização,
como verdade absoluta e inquestionável. Mas, poderíamos apontar as
categorias em que é muito comum: saúde, educação, comunicação em
especial com os jornalistas e o setor de serviços, como por exemplo,
os bancários.

D: Como o movimento sindical pode auxiliar trabalhadores que sofrem
assédio?

M.B.: Em primeiro lugar, o dirigente deve ouvir seu companheiro. É
necessário que os dirigentes compreendam e conheçam esse novo mundo
do trabalho nesta nova configuração, em que os trabalhadores foram
transformados em nômades do trabalho e das relações, vivendo uma
sociedade sem emprego, com uma vida limítrofe e caótica, tendo que
se submeter a exploração. É necessário que os dirigentes conheçam
os novos riscos emergentes, reflitam a cultura empresarial, que
escutem e compreendam a voz daqueles que sofrem, adoecem e morrem
do/no trabalho. Se não conhecem o que acontece de fato no
intra-muros, a ação se restringe a julgar ou encaminhar o
trabalhador assediado para o medico ou o departamento jurídico, em
atos e ações individualizadas. E as ações coletivas, ficam
esquecidas.

Se não tivermos uma práxis compromissada com classe trabalhadora,
poucas vitórias alcançaremos. Digo isto, pois vejo por esse Brasil,
muitos "dirigentes" que sequer sabem o que ocorre dentro daquela
empresa em que ele um dia, trabalhou e isso leva a atitudes de
indiferença em relação a dor do outro. Falta reflexão-ação,
sonhos pessoais que se mesclem com os sonhos coletivos, falta luta
ativa, organização por local de trabalho, mobilização e
compromisso de classe! Pensar em eliminar o assédio moral das
relações laborais passa pela luta por justiça, por dignidade, por
generosidade, por respeito nas relações de trabalho, por uma nova
forma de organizar o trabalho em que a cultura reforce a autonomia e
criatividade para pensar e fazer; que a vida daqueles que produzem
riquezas, seja privilegiada em sua plenitude. Um sindicalismo
"combativo" não pode defender os interesses do capital, viabilizando
a existência de empresas que matam e adoecem centenas de tr
abalhadores anualmente, com a desculpa que está preservando o
emprego. Aqui, é uma questão de defesa da vida. Não podemos sair de
um sindicalismo de contestação e caminhar para um sindicalismo de
"viabilização das empresas. Enquanto esse cenário persistir,
assistiremos o aumento da exploração no trabalho - que é uma face
da violência - a intensificação da flexibilidade, mobilidade e
humilhações para produzir, sob o olhar passivo do movimento sindical

D: Quais são as conseqüências na saúde destes trabalhadores?

M.B: Quem sofre o assédio moral no trabalho, manifestará algumas
reações. A primeira seria uma reação social cuja resposta corporal
a ação nociva, se manifesta como isolamento social, ressentimentos,
tristeza, reprodução da violência em outros espaços e até mesmo
com filhos. Há aumento do uso de drogas, quebra dos laços afetivos e
muitas crianças de país que sofreram violência no trabalho, tem
menor desempenho na escola. Em segundo lugar, a pessoa assediada sente
um mal estar que se manifesta no julgamento negativo de si, como se
fosse sem valor ou mesmo um lixo. Alem das varias alterações
cotidianas devido os pensamentos repetitivos e recorrentes, no tempo
começam a apresentar doenças e danos psíquicos com idéias de
indignidade, esquecimentos, choro freqüente e que podem caminhar para
a depressão, o burn-out, a síndrome do pânico e outros transtornos
da esfera mental E por ultimo, que m é humilhado sistematicamente,
pode sair das ideações suicidas e agir, rumo a morte, tirando a
própria vida, por não suportar o sofrimento. Assim o assédio moral
gera morte. A Marie France lembra que “Não se morre diariamente de
todas as agressões, mas perde-se uma parte de si a cada noite,
volta-se para casa exausto, humilhado, deprimido. É a repetição do
ato que é destruidor”. Estamos diante de um risco que tem
repercussões na família, desestruturando-a freqüentemente e
devastando a vida daquele que sofre a violência moral ou psicológica
no local de trabalho. Estamos falando de mais um risco no ambiente de
trabalho, que causa danos a dimensão física, psíquica, moral,
intelectual, social, cultural ou espiritual do ser humano. Daí a
necessidade de compreender essa relação capital x trabalho para
atuar com compromisso de classe, pois ter saúde, ser livre e feliz,
envolve a ordem do conhecimento, da razão livre, dos bons encontros,
da compreensão não somente de si mesmo, mas dos outros e somente co
m os outros podemos transformar o mundo do trabalho e a sociedade em
que vivemos.

D: O que levou a Dra. a pesquisar sobre o tema?

M.B.: Comecei a trabalhar no Sindicato dos Químicos ao final de
1992, logo após o término do curso de especialização em medicina
do trabalho. E neste espaço passei a ouvir historias de sofrimento e
compreendi desde o inicio que a dor colocada não era resultante de
fraquezas individuais. Ao contrário: estava diante de guerreiros e
guerreiras da produção e que após dá a vida em uma determinada
empresa, sentiam-se traídos porque adoeceram ou porque questionaram a
empresa e como resultado, mudava a forma da empresa de lidar com eles.
As histórias de sofrimento me atravessavam e na tentativa de
ajudá-los ativamente, procurei a Psicologia Social da PUC/SP para
fazer o mestrado.Lá, sistematizei uma pesquisa que resultou na escuta
atenta de 2072 trabalhadores de 97 empresas do ramo químico,
plástico, cosmético e farmacêutico e cujo nome da dissertação foi
dado por um trabalhador que após contar sua historia, me disse: “eu
vivo dentro da empresa uma jornada de humilhações”. Ele me deu o
nome e a chave da compreensão dos gritos de sofrimento que escutava.

Fonte:Rede Nacional de Combate a Violência Moral no Trabalho

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Líder não deve ser o único culpado pela desmotivação no trabalho, afirma especialista

Poucas perspectivas de crescimento, baixos salários e desentendimentos com o chefe estão entre os fatores que podem levar à desmotivação

Buscar culpados pela desmotivação no trabalho é um dos primeiros passos tomados por profissionais infelizes, com o líder, neste caso, sendo o principal alvo. Entretanto, segundo a coach executiva Daniela do Lago, a motivação não vem dos outros.

“O bom chefe deve gerar o estímulo correto para que seus funcionários tenham “motivo para a ação”, mas a verdade é que ele não poderá fazer nada por ninguém. A motivação vem de dentro e, portanto, o único responsável por ela é o próprio profissional”, explica Daniela.

Pense no assunto
Ainda conforme a coach executiva, poucas perspectivas de crescimento, baixos salários e desentendimentos com o chefe estão entre os fatores que podem levar à desmotivação. Contudo, alerta, antes de tomar qualquer decisão, o profissional deve pensar no assunto para não se precipitar.

Entre as questões a serem analisadas, destaca, está a identificação com os valores da empresa, o que, segundo ela, pode auxiliar o profissional a entender se o melhor é optar por uma mudança de área dentro da empresa, ou mesmo pela busca de uma nova oportunidade de trabalho.

“Os valores são parâmetros para decidirmos o que é importante ou não em nossas vidas. Portanto, eles são fundamentais para definir as escolhas diárias de cada um”, diz.

Outra dica de Daniela é pensar no futuro da carreira e ter perspectivas. Neste sentido, avalia, é importante que a pessoa tenha claro o que o sucesso representa para ela.

Fonte:Administradores.com

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Central Itinerante realiza mais de 41 mil atendimentos



Nesta quarta-feira (5), é comemorado o Dia Nacional da Cidadania e a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (SEJUC) parabeniza todos que fazem parte da Coordenadoria de Atendimento ao Cidadão (CODACI), que levou a mais de 30 municípios, só em 2011, ações de cidadania. Ofertando à população serviços como emissão de CPF, carteira de trabalho e foto 3x4, realizando mais de 41 mil atendimentos até o momento.

A SEJUC através do Central Itinerante participou de 56 ações de cidadania. A equipe da CODACI é composta por 16 pessoas que se revezam durantes as ações e levam as pessoas serviços básicos e essenciais.

O coordenador da CODACI, Nelson Mendonça, esclareceu que "as ações de cidadania visam estimular a participação cidadã na construção e melhoria das políticas públicas sociais".

O Dia Nacional da Cidadania, que coincide com a data de promulgação da Constituição federal, em 5 de outubro de 1988, é um momento de reflexão sobre os mecanismos que garantem o pleno exercício da democracia no País.

O secretário de Justiça, Thiago Cortez, enfatiza a importância de ações voltadas para sociedade. "Estamos trabalhando cada vez mais para que a Sejuc esteja presente em todas as ações de cidadania, na capital e no interior".

Fonte: Ascom/Sejuc