Muito bom. Recebi essas pérolas por e-mail. Só para descontrair.Respostas reais dadas por candidatos a emprego, extraídas da Revista Exame.
Entrevistador ? Você tem algum e-mail para contato?
Candidato - Sim, anota ai: gostosinha_da_zonaleste@hotmail.com
Entrevistador ? Como você está na questão das línguas estrangeiras?
Candidato ? Tenho português básico.
Entrevistador ? Qual curso universitário você deseja fazer?
Candidato ? Ah, to pensando em Nutricionismo, Letras ou Engenharia.
Entrevistador - Então, você está construindo um networking?
Candidato - Veja bem, eu não sou engenheiro, sou administrador.
Entrevistador - Como você administra a pressão?
Candidato - Ah, tranquilo. 11 por 7, no máximo 12 por 8.
Entrevistador - Manter sempre o foco é muito importante. E me parece que você tem alguns lapsos de concentração.
Candidato - O senhor poderia repetir a pergunta?
Entrevistador - Como você se sente trabalhando em equipe?
Candidato - Bom, desde que não tenha gente dando palpite, me sinto muito bem.
Entrevistador - Como você se definiria em termos de flexibilidade?
Candidato - Ah, eu faço academia. Sou capaz de encostar o cotovelo na nuca.
Entrevistador - Nós somos uma empresa que nunca para de perseguir objetivos.
Candidato - Que ótimo. E já conseguiram prender algum?
Entrevistador - Vejo que você demonstra uma tendência para discordar.
Candidato - Muito pelo contrário..
Entrevistador - Em sua opinião, quais seriam os atributos de um bom líder?
Candidato - Ah, são várias coisas. Mas a principal é ter liderança.
Entrevistador - Noto que você não mencionou a sua idade aqui no currículo.
Candidato - É que eu uso óculos, e isso me faz parecer mais velho.
Entrevistador - E qual é a sua idade?
Candidato - Com óculos ou sem óculos?
Entrevistador - Quais seriam seus pontos fracos?
Candidato - Ah, é o joelho. Até tive de parar de jogar futebol.
Entrevistador - Há alguma pergunta que você queria me fazer?
Candidato - Eu parei meu carro lá na rua. Será que eu vou ser multado?
Entrevistador - Por que, dentre tantos candidatos, nós deveríamos contratá-lo?
Candidato - Eu pensei que responder a isto fosse seu trabalho.
Entrevistador - Como você pode contribuir para melhorar nosso ambiente de trabalho?
Candidato - Bem, eu começaria trocando a recepcionista, que é muito feia.
Entrevistador - Várias pessoas que se sentaram aí nessa mesma cadeira hoje são gerentes.
Candidato - Puxa, o fabricante da cadeira vai ficar muito feliz em saber
disso.
Entrevistador - Quando digo 'Sucesso', qual a primeira palavra que lhe vem à mente?
Candidato - Pode ser duas palavras?
Entrevistador - Pode.
Candidato - Milho. Nário.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
Como lidar com a ansiedade
O mundo está querendo tudo para ontem! Ultimamente quase todos com quem eu converso ou convivo relatam sentimentos de ansiedade elevada. Muitos estão tomando medicamentos para ansiedade, cuja função é relaxar os músculos e desacelerar as atividades neurológicas, proporcionando uma breve ilusão de bem-estar momentâneo, sem nenhuma solução real e duradora.
O problema é que estamos condicionados a estar em qualquer lugar, menos onde realmente estamos. A nossa mente inquieta está sempre em qualquer lugar, menos onde realmente estamos, sempre buscando a felicidade e bem-estar em lugares, pessoas e coisas que estão fora da nossa realidade mental e física.
O que é ansiedade? O que é esta correria interna e externa? Para onde estamos indo? Como sabemos quando chegamos lá? Segundo os índios norte-americanos, nós do ocidente estamos sempre ansiosos para chegar a algum lugar, sendo que eles estão tranqüilos sabendo que já chegaram.
Já ouvi muitas pessoas falarem: “Eu sou ansioso mesmo, sou assim!”.Preste atenção: sempre que você usa a frase “Eu Sou...”, pense bem antes de colocar a próxima palavra. Nunca fale que você é uma coisa que você não quer ser. Ansiedade não é seu estado normal de ser, é apenas um estado emocional temporário. A doença começa quando a ansiedade permanece como estado prolongado do ser.
É bom lembrar que a ansiedade, quando se trata de expectativa dos eventos e acontecimentos da vida, é normal. O problema começa quando você deixa de se ocupar positivamente e começa a se pré-ocupar negativamente. Quem sofre de ansiedade, sente uma necessidade de estar sempre fazendo coisas compulsivamente como forma de fugir do seu momento presente.
Normalmente as pessoas ansiosas são nervosas, apreensivas e têm dificuldades na concentração e na reflexão. Também tem dificuldades de dormir e os pesadelos são freqüentes devido ao excesso de atividade mental, pois a mente não descansa suficientemente mesmo quando estão dormindo.
Existem também sensações corporais, como o excesso de transpiração, taquicardia, transtornos respiratórios, dores de estômago, má digestão, perturbações intestinais e outras alterações do sistema nervoso.
A realidade é que nós não apenas vivemos no mundo, mas o mundo também vive em nós. A nossa vida e tudo em nossa volta é exatamente a projeção da realidade do mundo que vive em nós, e o mundo que vive em nós está muito acelerado e na medida em que a ansiedade, as preocupações, a competitividade e as cobranças aumentam internamente, o mesmo também aumenta externamente como uma projeção da realidade coletiva.
Imagine que você está dirigindo um carro cuja capacidade da velocidade é de 220 km/h. Mesmo sabendo que o limite da velocidade segura e controlável na auto-estrada é de até 120 km/h, você se encontra acelerando incontrolavelmente na velocidade de quase 200 km/h, indo para 220km/h, sabendo que o veículo já está fora do seu controle, mas você não está conseguido parar. Assim que muitos estão percebendo a sua vida hoje: acelerada e fora de controle!
Vamos então entender o que realmente está acontecendo. Ao observar bem de perto, você percebe que você não é o único que está pisando no mesmo pedal do acelerador. Seu chefe está pisando no mesmo pedal, seus pais, filhos, parentes, amigos, sociedade. Os bancos também estão pisando no mesmo pedal com taxas absurdas e até o governo está pisando no mesmo pedal com impostos e contas fora da realidade mundial. Na verdade, o mundo todo com suas preocupações apocalípticas também está com pé no mesmo pedal e eles estão colocando a pressão sobre o seu pé no acelerador, fazendo com que você acelere cada vez mais para produzir, competir e atender a necessidade de todos. Isto te pressiona perigosamente para que você acelere internamente e conseqüentemente, acelere externamente, gerando um aumento da ansiedade na sua vida!
Acredito que a primeira coisa a fazer é parar, desligar, sair e respirar! Precisamos sim, desacelerar internamente e conseqüentemente externamente. Como? É preciso estabelecer o seu limite seguro de velocidade na vida e começar a pedir para todos tirarem os pés do seu pedal de acelerador e depois você mesmo pode começar a tirar o pé do acelerador e assim reduzir a pressão interna e externa.
Se somos seres inteligentes, então como se explica o fato de muitas pessoas neste momento estarem sofrendo de ansiedade no momento presente, por eventos e coisas que aconteceram no passado? Enquanto outros estão sofrendo com ansiedade por eventos e coisas que ainda não aconteceram e que provavelmente não irão acontecer no futuro?
Pois bem, precisamos começar a esvaziar a nossa mente de lixos do passado e dissipar os vícios de sofrimento e ansiedade e criar espaço e tempo para o novo. Precisamos também desacelerar e esvaziar o nosso espaço físico do acúmulo de coisas que não precisamos mais para criar o espaço e o tempo para o novo. Precisamos cobrar menos de nós mesmo e dos outros, competir menos e cooperar mais e principalmente amar, honrar e celebrar a nossa existência neste planeta.
Agora vamos
refletir sobre as práticas para lidar com a ansiedade do dia-a-dia através
da intrigante relação entre ela e o tempo e o espaço. A sua percepção do espaço
tem muito a ver com a sua percepção do tempo e a sua percepção do tempo também
tem muito a ver com a percepção da ansiedade na sua vida. Perceba
que quando você está dentro de uma sala ou de um quarto com muitas mobílias,
mesas, cadeiras, armários, etc., principalmente com mesas ou mobílias grandes no
meio da sala, a sua percepção do tempo é acelerada.
Quando faço
treinamento em empresas sempre aconselho que ela adote um estilo simples de
mobiliar as salas de trabalho com poucas mesas e cadeiras, somente o necessário.
O motivo é que quando você trabalha dentro de um espaço apertado ou cheio de
mobílias, a sua percepção do tempo é de fato acelerado. Você chega no trabalho
às 8 horas da manhã e num piscar de olhos já é a hora do almoço, e então você
percebe que conseguiu fazer muito pouco e conseqüentemente começa a se sentir
ansioso.
Ao contrário,
quando você mora ou trabalha num espaço amplo com poucas mobílias, a sua
percepção do tempo também é ampliada e você percebe realmente que o tempo passa
mais devagar e você sente que conseguiu fazer mais coisas em menos tempo.
Perceba que o tempo passa diferente quando você está no campo do que quando está
na cidade ou no meio de muitas pessoas.
Da mesma forma,
quando o espaço da sua mente está cheio de pensamentos e preocupações, como uma
sala cheia, você percebe o tempo mais acelerado e então você começa a se sentir
ansioso. Na medida em que você começa a esvaziar a mente e as preocupações, a
sua percepção do tempo também muda e desacelera e você começa a aliviar a
ansiedade.
Acho realmente que
muitos estão sentindo a percepção acelerada do tempo e dos eventos pois a nossa
realidade externa é a projeção da nossa realidade interna e a realidade interna
da maioria das pessoas hoje é a da ansiedade. Estamos correndo demais na
tentativa de fazer, fazer e fazer e de suprir tantas necessidades na vida, de
competir e realizar as coisas, que estamos esquecendo de ser e viver!
Acredito que no
caminho de ser, fazer e ter existem vários sinais indicando saídas para você
parar, sentir, respirar e simplificar a sua jornada na vida!
Aprenda a separar o tempo para ser, o tempo para fazer e o tempo para ter
e assim você poderá criar equilíbrio em sua vida.
Se você está
passando por um momento de ansiedade em sua vida e com dificuldades de lidar com
a percepção interna do tempo acelerado, então preste atenção nestas
dicas:
- Comece a
organizar as suas prioridades. Com tantos projetos na vida e com a percepção de
tão pouco tempo, a falta de organização pode provocar ansiedade;
- Planeje seus
projetos de vida e trabalhe com antecedência: organize os pensamentos e as
idéias e depois reúna os recursos físicos, mentais e materiais que você vai
precisar. Depois faça o que precisa ser feito com tempo de sobra, para evitar
correria.
Muitas pessoas têm
o habito de focar sempre no lado negativo da vida. Para lidar com a ansiedade
precisamos manter uma atitude positiva, colocando sempre o foco no lado positivo
de qualquer situação. Lembre- se de que enquanto estamos vivos, tudo que pode
acontecer já está acontecendo, mas a sua vida não se trata do que está
acontecendo, a sua vida se trata do que você está fazendo com o que está
acontecendo em qualquer situação!
Aja sempre da
melhor maneira possível. Não viva os problemas 24 horas. Sempre aja no momento
presente para resolver o que dá para resolver e depois volte a atenção para sua
vida. Os problemas existem para serem resolvidos e a vida existe para ser
vivida!
Procure sempre a
maneira mais simples e eficaz de ser, agir, viver e trabalhar. Não faça tudo
sozinho, peça ajuda quando precisar. Algumas pessoas entram na armadilha da
ansiedade pela dificuldade de dizer não ou pela relutância ou preguiça de dizer
sim! Eles se sobrecarregam na tentativa de agradar todo mundo, esquecendo de si
próprios! Aprenda mesmo a dizer não para aquilo que você não quer e sim para
aquilo que você quer. E lembre-se sempre de pedir ajuda quando
precisar!
Nos momentos de
ansiedade pare e procure prestar mais atenção na sua respiração. Lembre-se de
respirar deliberadamente fundo e lento. Lembre-se que enquanto o mundo está
querendo tudo para ontem e acelerando o futuro, você pode começar a desacelerar
e viver sabiamente dentro do tempo real da vida: no momento presente com amor,
paz, alegria e leveza!
Fonte: Terapeutas Sem Fronteiras.
O problema é que estamos condicionados a estar em qualquer lugar, menos onde realmente estamos. A nossa mente inquieta está sempre em qualquer lugar, menos onde realmente estamos, sempre buscando a felicidade e bem-estar em lugares, pessoas e coisas que estão fora da nossa realidade mental e física.
O que é ansiedade? O que é esta correria interna e externa? Para onde estamos indo? Como sabemos quando chegamos lá? Segundo os índios norte-americanos, nós do ocidente estamos sempre ansiosos para chegar a algum lugar, sendo que eles estão tranqüilos sabendo que já chegaram.
Já ouvi muitas pessoas falarem: “Eu sou ansioso mesmo, sou assim!”.Preste atenção: sempre que você usa a frase “Eu Sou...”, pense bem antes de colocar a próxima palavra. Nunca fale que você é uma coisa que você não quer ser. Ansiedade não é seu estado normal de ser, é apenas um estado emocional temporário. A doença começa quando a ansiedade permanece como estado prolongado do ser.
É bom lembrar que a ansiedade, quando se trata de expectativa dos eventos e acontecimentos da vida, é normal. O problema começa quando você deixa de se ocupar positivamente e começa a se pré-ocupar negativamente. Quem sofre de ansiedade, sente uma necessidade de estar sempre fazendo coisas compulsivamente como forma de fugir do seu momento presente.
Normalmente as pessoas ansiosas são nervosas, apreensivas e têm dificuldades na concentração e na reflexão. Também tem dificuldades de dormir e os pesadelos são freqüentes devido ao excesso de atividade mental, pois a mente não descansa suficientemente mesmo quando estão dormindo.
Existem também sensações corporais, como o excesso de transpiração, taquicardia, transtornos respiratórios, dores de estômago, má digestão, perturbações intestinais e outras alterações do sistema nervoso.
A realidade é que nós não apenas vivemos no mundo, mas o mundo também vive em nós. A nossa vida e tudo em nossa volta é exatamente a projeção da realidade do mundo que vive em nós, e o mundo que vive em nós está muito acelerado e na medida em que a ansiedade, as preocupações, a competitividade e as cobranças aumentam internamente, o mesmo também aumenta externamente como uma projeção da realidade coletiva.
Imagine que você está dirigindo um carro cuja capacidade da velocidade é de 220 km/h. Mesmo sabendo que o limite da velocidade segura e controlável na auto-estrada é de até 120 km/h, você se encontra acelerando incontrolavelmente na velocidade de quase 200 km/h, indo para 220km/h, sabendo que o veículo já está fora do seu controle, mas você não está conseguido parar. Assim que muitos estão percebendo a sua vida hoje: acelerada e fora de controle!
Vamos então entender o que realmente está acontecendo. Ao observar bem de perto, você percebe que você não é o único que está pisando no mesmo pedal do acelerador. Seu chefe está pisando no mesmo pedal, seus pais, filhos, parentes, amigos, sociedade. Os bancos também estão pisando no mesmo pedal com taxas absurdas e até o governo está pisando no mesmo pedal com impostos e contas fora da realidade mundial. Na verdade, o mundo todo com suas preocupações apocalípticas também está com pé no mesmo pedal e eles estão colocando a pressão sobre o seu pé no acelerador, fazendo com que você acelere cada vez mais para produzir, competir e atender a necessidade de todos. Isto te pressiona perigosamente para que você acelere internamente e conseqüentemente, acelere externamente, gerando um aumento da ansiedade na sua vida!
Acredito que a primeira coisa a fazer é parar, desligar, sair e respirar! Precisamos sim, desacelerar internamente e conseqüentemente externamente. Como? É preciso estabelecer o seu limite seguro de velocidade na vida e começar a pedir para todos tirarem os pés do seu pedal de acelerador e depois você mesmo pode começar a tirar o pé do acelerador e assim reduzir a pressão interna e externa.
Se somos seres inteligentes, então como se explica o fato de muitas pessoas neste momento estarem sofrendo de ansiedade no momento presente, por eventos e coisas que aconteceram no passado? Enquanto outros estão sofrendo com ansiedade por eventos e coisas que ainda não aconteceram e que provavelmente não irão acontecer no futuro?
Pois bem, precisamos começar a esvaziar a nossa mente de lixos do passado e dissipar os vícios de sofrimento e ansiedade e criar espaço e tempo para o novo. Precisamos também desacelerar e esvaziar o nosso espaço físico do acúmulo de coisas que não precisamos mais para criar o espaço e o tempo para o novo. Precisamos cobrar menos de nós mesmo e dos outros, competir menos e cooperar mais e principalmente amar, honrar e celebrar a nossa existência neste planeta.
Agora vamos
refletir sobre as práticas para lidar com a ansiedade do dia-a-dia através
da intrigante relação entre ela e o tempo e o espaço. A sua percepção do espaço
tem muito a ver com a sua percepção do tempo e a sua percepção do tempo também
tem muito a ver com a percepção da ansiedade na sua vida. Perceba
que quando você está dentro de uma sala ou de um quarto com muitas mobílias,
mesas, cadeiras, armários, etc., principalmente com mesas ou mobílias grandes no
meio da sala, a sua percepção do tempo é acelerada.
Quando faço
treinamento em empresas sempre aconselho que ela adote um estilo simples de
mobiliar as salas de trabalho com poucas mesas e cadeiras, somente o necessário.
O motivo é que quando você trabalha dentro de um espaço apertado ou cheio de
mobílias, a sua percepção do tempo é de fato acelerado. Você chega no trabalho
às 8 horas da manhã e num piscar de olhos já é a hora do almoço, e então você
percebe que conseguiu fazer muito pouco e conseqüentemente começa a se sentir
ansioso.
Ao contrário,
quando você mora ou trabalha num espaço amplo com poucas mobílias, a sua
percepção do tempo também é ampliada e você percebe realmente que o tempo passa
mais devagar e você sente que conseguiu fazer mais coisas em menos tempo.
Perceba que o tempo passa diferente quando você está no campo do que quando está
na cidade ou no meio de muitas pessoas.
Da mesma forma,
quando o espaço da sua mente está cheio de pensamentos e preocupações, como uma
sala cheia, você percebe o tempo mais acelerado e então você começa a se sentir
ansioso. Na medida em que você começa a esvaziar a mente e as preocupações, a
sua percepção do tempo também muda e desacelera e você começa a aliviar a
ansiedade.
Acho realmente que
muitos estão sentindo a percepção acelerada do tempo e dos eventos pois a nossa
realidade externa é a projeção da nossa realidade interna e a realidade interna
da maioria das pessoas hoje é a da ansiedade. Estamos correndo demais na
tentativa de fazer, fazer e fazer e de suprir tantas necessidades na vida, de
competir e realizar as coisas, que estamos esquecendo de ser e viver!
Acredito que no
caminho de ser, fazer e ter existem vários sinais indicando saídas para você
parar, sentir, respirar e simplificar a sua jornada na vida!
Aprenda a separar o tempo para ser, o tempo para fazer e o tempo para ter
e assim você poderá criar equilíbrio em sua vida.
Se você está
passando por um momento de ansiedade em sua vida e com dificuldades de lidar com
a percepção interna do tempo acelerado, então preste atenção nestas
dicas:
- Comece a
organizar as suas prioridades. Com tantos projetos na vida e com a percepção de
tão pouco tempo, a falta de organização pode provocar ansiedade;
- Planeje seus
projetos de vida e trabalhe com antecedência: organize os pensamentos e as
idéias e depois reúna os recursos físicos, mentais e materiais que você vai
precisar. Depois faça o que precisa ser feito com tempo de sobra, para evitar
correria.
Muitas pessoas têm
o habito de focar sempre no lado negativo da vida. Para lidar com a ansiedade
precisamos manter uma atitude positiva, colocando sempre o foco no lado positivo
de qualquer situação. Lembre- se de que enquanto estamos vivos, tudo que pode
acontecer já está acontecendo, mas a sua vida não se trata do que está
acontecendo, a sua vida se trata do que você está fazendo com o que está
acontecendo em qualquer situação!
Aja sempre da
melhor maneira possível. Não viva os problemas 24 horas. Sempre aja no momento
presente para resolver o que dá para resolver e depois volte a atenção para sua
vida. Os problemas existem para serem resolvidos e a vida existe para ser
vivida!
Procure sempre a
maneira mais simples e eficaz de ser, agir, viver e trabalhar. Não faça tudo
sozinho, peça ajuda quando precisar. Algumas pessoas entram na armadilha da
ansiedade pela dificuldade de dizer não ou pela relutância ou preguiça de dizer
sim! Eles se sobrecarregam na tentativa de agradar todo mundo, esquecendo de si
próprios! Aprenda mesmo a dizer não para aquilo que você não quer e sim para
aquilo que você quer. E lembre-se sempre de pedir ajuda quando
precisar!
Nos momentos de
ansiedade pare e procure prestar mais atenção na sua respiração. Lembre-se de
respirar deliberadamente fundo e lento. Lembre-se que enquanto o mundo está
querendo tudo para ontem e acelerando o futuro, você pode começar a desacelerar
e viver sabiamente dentro do tempo real da vida: no momento presente com amor,
paz, alegria e leveza!
Fonte: Terapeutas Sem Fronteiras.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Louco e Santos
Escrito por Oscar Wilde
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
Lições da selva: o que Ingrid Betancourt tem a ensinar sobre a vida

Seis anos presa pelas Farc. Quatro deles acorrentada pelo pescoço a uma árvore. A história da ex-política franco-colombiana surpreendeu o mundo e provocou uma comoção internacional. Em palestra no Brasil, ela contou detalhes dessa experiência e fez uma emocionante reflexão sobre os verdadeiros valores da vida
Ano: 2002. A então ex-senadora e candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt percorria o país dedicada à luta contra a corrupção. Ativista ambiental e contrária ao cartel das drogas, ganhou inimigos poderosos como os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Os mesmos que a sequestraram e a mantiveram prisioneira ao longo de vários anos na selva da Colômbia.
Nesse período, ela conviveu em meio à fome, à doença, às degradantes condições impostas pelos sequestradores e a incerteza de não ter um dia seguinte. Decidida a recuperar sua liberdade a qualquer custo, Ingrid tentou escapar diversas vezes, sendo constantemente recapturada pela guerrilha e sofrendo severas punições pelas tentativas.
Ano: 2008. Depois de uma ousada operação de resgate pelo exército colombiano, Ingrid Betancourt e mais 14 reféns foram libertados. Batizada de Operação Jaque, membros do exército se infiltraram dentro das Farc e realizaram um resgate de helicóptero digno dos grandes filmes de ação.
A mulher que mobilizou o mundo e ficou seis anos e meio desaparecida na selva colombiana, agora, está de volta. Nos últimos 24 meses, ela trabalhou no livro "Não há silêncio que não termine", o que significou voltar diariamente para suas experiências como refém. Além disso, Ingrid também é uma das palestrantes mais requisitadas no mundo e inspira a todos com sua incrível força e capacidade de dar a volta por cima.
Em uma palestra cheia de emoção e revelações marcantes, no Fórum Internacional de Gestão, Estratégia e Inovação, realizado em Natal (RN), Ingrid fez reflexões sobre liberdade, poder e a capacidade humana de enfrentar seus maiores desafios.
Experiência
"Na realidade, aceitar o sequestro demorou muito. Sempre tive claro que eu seria libertada. Pensava: 'eles devem estar negociando', 'algo vai acontecer', 'eu ficarei livre logo'", conta Ingrid sobre o período em que ficou na selva. Mas isso não aconteceu e depois do primeiro ano com as Farc ela sabia que teria que lutar pela sua liberdade.
"Na floresta amazônica, tentei várias tentativas de fuga. Na terceira, o comandante quis me castigar [...]. Eu fiquei quatro anos com uma corrente presa no meu pescoço que ficava amarrada na outra ponta a uma árvore", descreve.
No entanto, Ingrid resistiu bravamente, lidando com a situação-limite. Ela aprendeu a negociar diariamente com os guerrilheiros, mostrando frieza e capacidade de improvisação. "Lá você perde todas as formas de agir sobre pequenos detalhes que satisfazem o essencial da vida. Tem que ter permissão para ir ao banheiro, permissão para falar com outro refém, para escovar os dentes, usar papel higiênico, tudo é uma negociação. Se sentirem qualquer resistência, você não consegue o que quer", relata.
A colombiana conta que um dos momentos mais marcantes desse período foi quando soube que seu pai, Gabriel Bittencourt, tinha falecido. "Nós comíamos basicamente arroz e feijão. No entanto, teve um dia que chegou ao acampamento repolhos que estavam enrolados em um papel de jornal. Pedimos permissão para ler o jornal e foi logo com a primeira página que soube da notícia", conta. Emocionada, ela diz que na hora pensava que morreria, mas que depois desse fato precisava ser mais forte para suportar essa situação.
Atitude
Ingrid frisa que apesar de ter sido privada de tudo, ela tinha a liberdade fundamental de decidir como agiria e quais emoções transmitira. "Há momentos em que temos que dizer não. E apesar de sentirmos que o mundo está desmoronando, temos que dar a volta por cima [...]. É nesses momentos que precisamos sair da zona de conforto", destaca Ingrid.
E com esse pensamento, ela fez sua decisão: havia certos princípios que ela não cederia. Ela não iria, por exemplo, responder a um número - uma decisão que enfureceu seus colegas prisioneiros. Durante a contagem dos reféns pelos guerrilheiros, quando o seu número foi chamado, ela disse: "Ingrid Bitencourt! Quando você quer saber se eu ainda estou aqui, você pode me chamar pelo meu nome e eu vou responder".
Apesar de ter sido questionada pelos próprios prisioneiros sobre a atitude, ela destacou aquilo como vital para que todos tivessem consciência de que eles eram pessoas. Seu protesto deu resultado e os nomes (ao invés de números) foram aceitos pelo comandante guerrilheiro. "Podemos ser aquilo que desejamos ser. Temos que buscar aquilo que queremos ser. Essa é a melhor definição de liberdade", afirma.
Superação
Um dos segredos de Ingrid para enfrentar essa situação foi tentar superar as adversidades."Você não domina o seu medo. Você não é capaz de dizer que não vai ter medo. Mas, mesmo assustada, você pode fazer isto e isto e isto", conta.
Longe da selva amazônica e dos guerrilheiros há três anos, Ingrid Betancourt demonstrou uma capacidade surpreendente de superação diante da plateia brasileira de dois mil participantes. Apesar de ter sofrido em cativeiro, ela afirma que não guarda rancor e declara: "antes de tentarmos transformar o mundo, precisamos transformar primeiro o nosso próprio coração".
Aprendizado
Ingrid Bettancourt conta que sua experiência na selva trouxe uma sede de transformação e ela passou a dar mais valor para tudo no seu dia a dia – tanto às coisas grandes, quanto às pequenas. "Até a maneira de acordar pela manhã, do que eu visto, as pessoas com quem eu converso. Tem pequenos gestos que podem fazer a diferença", afirma.
E ela ensina como começar a fazer isso: "Precisamos globalizar o amor e não a violência [...]. Nós somos capazes de transformar o ambiente e isso deve começar com a própria família".
A colombiana comparou o ser humano com um enlatado, no entanto, capaz de mudar os próprios ingredientes daquilo que somos. "Nós podemos diminuir a porção da impaciência, mudar a inveja, mudar a timidez". De acordo com Ingrid, esse é o caminho para sermos pessoas melhores.
Fonte: administradores.com.br
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